O curioso museu alemão dedicado aos cães salsichinha
A Alemanha abriga um museu dedicado aos cães salsichinhas. Ele fica em Regensburg, na Baviera, cidade de mais de 2 mil anos às margens do rio Danúbio.
Quem visita o local encontra todo tipo de objeto relacionado aos dachshunds, raça de cachorro que também é conhecida na Alemanha como dackel ou teckel. O acervo reúne mais de 30 mil itens, entre eles papel higiênico, talheres, abridores de vinho, saleiros e bancos. Há representações da raça feitas de madeira, cerâmica, vidro e pelúcia.
Os fundadores do museu, os floristas Seppi Küblbeck e Oliver Storz, passaram mais de 20 anos colecionando objetos relacionados aos salsichinhas antes de decidir abrir o museu, em 2018.
Mas, desde a abertura, o acervo também é frequentemente atualizado com itens provenientes de doações vindas de várias partes do mundo. "No ano passado, uma senhora faleceu nos Estados Unidos e deixou em seu testamento que toda a sua coleção, com cerca de 800 peças, fosse doada ao Museu do Dachshund", conta Storz.
O museu recebe cerca de 35 mil visitantes humanos por ano. Somando os visitantes caninos, o número é ainda maior.
A colombiana Maria Camila Matta levou sua companheira, a salsichinha Cocolina, para acompanhar sua família na visita ao museu. "Tem Cocolinas por todo lado. É lindo", disse em entrevista à DW. "Eu não fazia ideia de que essa raça era tão famosa no mundo todo".
A raça dachshund foi criada na Alemanha no século 15 para auxiliar na caça de texugos. O corpo alongado e as pernas curtas permitiam que os cães entrassem em tocas subterrâneas de difícil acesso. O nome da raça tem a ver com essa origem caçadora: em alemão, dachs é texugo, e hund significa cachorro.
Com o passar do tempo, os dackels ganharam popularidade e se transformaram em um dos símbolos da Alemanha, especialmente da região da Baviera.
O país chegou a adotar um salsichinha como mascote dos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972. O cão Waldi, de cabeça e cauda azul-claras e um corpo listrado colorido, foi a primeira mascote oficial da história dos Jogos Olímpicos. O Ddchshund também apareceu nas competições: de acordo com o livro The Olympic Marathon (2000), o percurso da maratona olímpica de 1972 teve o formato de um cão salsicha.
Salsichinhas ilustres
Além da mascote olímpica, outros dachshunds famosos recebem destaque no museu. É o caso de Lump, salsichinha que aparece em obras do pintor espanhol Pablo Picasso. O cão pertencia originalmente ao fotógrafo americano David Douglas Duncan, mas viveu com Picasso por alguns anos nas décadas de 1950 e 1960.
Os salsichinhas também foram pets de aristocratas e monarcas. A rainha Vitória e o príncipe Albert teriam sido alguns dos primeiros a trazer exemplares da raça ao Reino Unido, e o cão Boy tem um retrato no acervo da família real.
Localização histórica
O Museu do Dachshund foi fundado na cidade bávara de Passau. Mas em 2023, o acervo se mudou para a região da cidade velha de Regensburg, que foi incluída em 2006 na lista de Patrimônios Mundiais da Unesco. A cidade foi um importante centro comercial e político do Sacro Império Romano-Germânico, e preserva até hoje exemplos da arquitetura medieval.
A instituição também promove passeios guiados por Regensburg que passam por locais da cidade ligados a cachorros. Em 2024, os donos do museu entraram para o Guinness World Records ao reunir quase 900 cães salsichinhas em um desfile pelas ruas da cidade.
O evento, porém, também gerou críticas de entidades de proteção animal contrárias à reprodução desses cães. A Alemanha possui uma lei que restringe a reprodução de animais com características físicas extremas capazes de causar dor ou sofrimento, caso de alguns tipos de dachshund. As patas curtas e o torso alongado característicos da raça podem causar problemas nas articulações e na coluna.
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Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de www.dw.com.